Anos 00, século XXI: a década que não marcou

Para quem viveu a adolescência nos anos 90, como eu, sabe de cor os discos que marcaram aquela época. Impossível parar nos 10 melhores. Só no movimento grunge, Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden e Stone Temple Pilots recheiam a lista. Fora outras grandes bandas como Red Hot Chilli Peppers que mudaram o rock que foi tão sem graça nos anos 80.

Depois de tanta atividade, de novo, passamos por uma fase difícil, mas de transformação, como foram os anos 80. Uma preparação para a próxima década que deve trazer alguma novidade, alguma renovação. Mesmo assim, é difícil eleger os melhores da década. Na Revista Paradoxo, está o Top 5 de todos os colaboradores de música. Aqui, aproveito para complementar a minha lista: faltou…Interpol, Queens of the Stone Age, Foo Fighters, Los Hermanos, Franz Ferdinand, Kings of Leon, Radiohead, Clap your hands and say yeah, os brasileiros Ludov e Cachorro Grande, Beck, Blur…

Os meus estão aqui:

1º Amy Winehouse – Back to Black (2007)
No seu primeiro disco, Frank, a inglesa Amy Winehouse colocou todo o seu vozeirão, até comparado com Aretha Franklin, em um ótimo disco de levada jazz e rithym & blues. Porém, o Back to Black é quem leva a fama e ao título de um das melhores da década. Isso porque foi o álbum em que Amy provou que a música negra, feita por um branca, antes curtida por poucos, poderia dominar o mundo pop dos anos 2000.

2º Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (2006)
Revistas estrangeiras e muitas listas por aí votaram nos Strokes entre as melhores bandas da década. Não vale mesmo escolher uma banda que já é clássica e lançou mais um disco incrível nos anos 2000. O desafio é encontrar o que de novo mudou a música neste período. O Strokes pode ter dado um empurrãozinho para uma nova safra de roqueiros do Reino Unido, mas foi o Arctic Monkeys que chegou para ficar.

3º Little Joy – Little Joy (2008)
Fica mesmo difícil falar dos anos 2000, sem citar o Strokes. Mas também fica difícil falar desta década sem lembrar projetos paralelos. Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, e Fabricio Moretti, do Strokes fizeram mágica com o Little Joy. Sem pretensão alguma, eles uniram a melhor essência das duas bandas tão importantes para a década em canções que trazem a um mundo tão cruel, inocência, doçura e esperança.

4º Dead Weather – Hourehound (2009)
Outro ícone dos anos 20000 é o Jack White, guitarrista, criador do White Stripes. O jornal inglês The Guardian disse que ele é o roqueiro da década. E eu acreditei nisso. Não pelo White Stripes. A banda condenada por muitos, pode ser entendida como uma experiência, uma maneira nova de ver o rock dos anos 2000. E Jack provou que tinha muito mais a mostrar. Lançou dois projetos paralelos em um curto período. O The Racounters, com Brendan Benson, em um disco único e agora, por último, supreendeu com o Dead Weather. A banda tem Alison Mosshart, do The Kills, e Dean Fertita e Jack Lawrence, que também o acompanharam no Racounters. Jack reveza dos vocais com Alison e passa, dessa vez, bastante tempo na bateria. O som com uma pitada de White Stripes, influências setentistas e outras mistura criativas de ritmos, está em harmonia com o visual sombrio da banda. Com Dead Weather, Jack mostra, de maneira experimental, o que é o rock moderno, sem precisar estar cheio de sintetizadores.

5º Pearl Jam – Lost Dogs (2003)
Talvez não seria justo citá-los aqui. Eles já marcaram a década passada com o álbum Ten. Mas os fãs convictos conseguem encontrar uma desculpa: é a única banda que sobreviveu ao grunge dos anos 90. Por se tratar de uma banda lado B, nos anos 2000, nada como indicar um álbum também lado B. Lost Dogs reúne todas as músicas da banda que estavam perdidas por aí, desde o seu comecinho lá em 92 ou menos. Traz preciosidades incríveis e que colaboram para a década do Pearl Jam não passar em branco.

Collective Soul estava na minha primeira lista de compras

Era meados de 1994, quando eu tinha uns 16 anos e estava no meu primeiro emprego. Ainda lembro a minha primeira compra com meu salário que não devia ultrapassar os R$ 150. Entrei numa loja de CDs e com esses míseros reais comprei muita coisa. Tanta que nem lembro de tudo. Marcou o álbum do Collective Soul, que tinha o hit Shine (video abaixo). A banda ainda existe, mas nunca mais conseguiu emplacar um sonzinho tão bacana e marcante como esse. É bom para lembrar. Na minha lista tinha uma coletânea do Ozzy, Offspring, Green Day e, se não me engano, Wallflowers, banda do filho do Bob Dylan que não também não deu em nada mas fez um disco que vale a pena de ser ouvido até hoje.

Como mostra nesse vídeo, a banda vive até hoje do single de 15 anos atrás:

Para quem quiser conferir o novo trabalho da banda, clique aqui.

Casal de São Francisco apostam em canções doces no YouTube

O casal de namorados de San Fancisco, Estados Unidos, Nataly Dawn e Jack Conte, decidiram apostar nas “VideoSongs”. Com músicas leves e criativas, o casal faz composições próprias e versões formidáveis, como a de “Single Ladies” de Beyoncé. A dupla forma a banda Pomplamoose. Segundo o site Brock Press, eles mesmos criam, gravam todos os instrumentos, fazem a mixagem e produção final.

Segundo definição da rádio Lastfm, os VídeoSongs são uma nova mídia em que o “o que você vê é o que você ouve, ou seja, não há dublagem de voz ou de instrumentos; e, se você ouve, em algum momento, você verá, portanto não há sons ocultos”. Vale a pena ver o vídeo e ouvir as outras criações pelo MySpace da banda.

Projetos paralelos são sempre melhores?

Sabe a banda The Fratellis?  Então, eles estão aí para provar que projetos paralelos sempre podem ser melhores do que os originais. O líder da banda Jon Lawler fez uma parceria com a cantora e compositora Lou Hickey para formar o Codeine Velvet Club. A primeira canção divulgada é Vanit Kills. Vale a pena ouvir.

Antes de conhecer Vanit Kills, vale a pena conhecer um pouco mais da voz doce de Lou Hickey.

Algumas das últimas parcerias recentes que deram certo:

Little Joy (Los Hermanos com Strokes)
Dead Weather (Jack White e amigos)
The Racounters (Jack White a Brendan Benson

Max Cavalera: bandeira no Brasil só na guitarra

Apesar de exibir sua guitarra com a bandeira do Brasil, Max Cavalera (ex-Sepultura) e sua banda Soufly continua lançando seus discos nos Estados Unidos e Europa. Por aqui, chega com preço de produto importado, como se vê em um de nossas lojas virtuais.

O pouco caso pelo Brasil é percebido no site da banda. Todo em inglês, com link de compra direcionado para a Amazon, uma das mais conhecidas lojas virtuais de lá. No MySpace, dá pra ouvir só alguns segundos das músicas. Para quem não é fã, nem anima querer saber mais.

Enfim, talvez ele simplesmente esqueceu de onde veio ou simplesmente sabe que os fãs de metal, do Max e de Soufly talvez não se importem com nada disso. Gostam do gênero, fuçam na internet, falam inglês e se viram muito bem sem ele.

A banda prevê lançar um novo álbum em 2010.

Pearl Jam retoma seu vigor

O Pearl Jam perdeu o medo de ser pop. Talvez tenha sido a maturidade da maioria dos músicos que chegam perto dos 45 anos e já formaram família. A melhor notícia é que o pop deBackspacer é próximo do Ten, primeiro e mais importante álbum da banda. Rock puro. Com muita energia acumulada e vigor do rock n´roll que eles não negam no palco. Este álbum não ficará entre as melhores criações da banda, mas depois do fraco álbum do Abacate, o novo álbum do Pearl Jam marca uma nova era para a banda – e não só musicalmente. Leia mais na Revista Paradoxo.

Música de protesto

Sabe quando uma empresa ferra a sua vida? O que você faz? Coloca no Twitter, reclama no jornal ou liga para o Procon? O músico norte-americano Dave Carroll criou uma maneira bem diferente e irreverente de mostrar que está pê da vida: fez uma música.

Tudo começou quando ele teve que viajar para Nebrasca (Estados Unidos) e escolheu a companhia aérea United Airlines. Ao chegar no seu destino, descobriu que os encarregados pela bagagem quebraram sua guitarra. Na hora, ninguém deu a mínima para o moço. Aí surgiu a ideia de compor a canção “United breaks guitars”. Diz o refrão que ele deveria ter escolhido outra companhia aérea ou até mesmo ter ido de carro, já que a United “quebra guitarras”. É um country tosco, mas divertido.

Há ainda outro vídeo que ele resolveu fazer depois que a companhia pediu desculpas. Ele não aceitou bem o pedido e postou outro “videoclipe” no YouTube.

Assista aos vídeos

Sopa na web

Ao invés de postar vídeos aqui, resolvi começar a postar aqui.

Franz ao vivo

Mais uma prova de que as músicas são realmente boas!

Vídeo Franz Ferdinand: No You Girls

O último disco do Franz Ferdinand, infelizmente, está sendo subestimado. Os novos hits não emplacaram ainda nas baladas que São Paulo, por exemplo. Vale a pena tentar chamar atenção novamente para o Tonight! Clique aqui para ler mais.

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